Romeiros de São Francisco, batizados e enviados para fazer o bem

A motivação da sétima novena de São Francisco das Chagas convoca o povo de Deus, romeiros franciscanos a criar consciência e exercitar a vocação de batizados, sendo no mundo testemunhas do Sumo e verdadeiro Bem. O mês de outubro é voltado para as missões, com o desejo de despertar esse espírito na Igreja o Papa Francisco lançou o Mês Missionário Extraordinário.

São Francisco desde as origens de sua Ordem desejou que seus frades conservassem o mandato missionário de Jesus e enviou vários deles a terras que necessitavam da Palavra do Senhor. Assim, ele indicava nas Constituições a seus filhos: “ide, caríssimos, dois a dois, por todas as partes do mundo, anunciando aos homens a paz e a penitência para a remissão dos pecados; sede pacientes na tribulação, confiando que o Senhor vai cumprir o que propôs e prometeu”.

Em sua palavra inicial o reitor do Santuário de Canindé, Frei Marconi de Araújo, OFM, evidencia a temática da noite: “A missão para São Francisco nasce do encontro com o Evangelho, que é a pessoa de Jesus Cristo, que envia seus apóstolos sem ouro, nem dinheiro, mas sim para pregar o Reino de Deus e a penitência”. O frade ainda lembra, que o encontro de Francisco com o Sultão é fruto da missão, do diálogo fraterno com as religiões.

O bispo diocesano de Sobral, dom José Luiz Vasconcelos, recorda que somos agraciados diariamente por uma chuva de rosas do céu, como prometeu Santa Terezinha. O batismo é a razão de todas as graças, afirma o prelado, mas: “não basta sermos batizados é necessário algo mais, é necessário viver como batizados, é necessário dar testemunho de pessoas batizadas, por isso, nós somos chamados, batizados e enviados para fazer o bem”, pontua o epíscopo.

Os responsáveis pela novena foram, as Pastorais Sociais da Paróquia, a Casa do Povo, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança e Irmãs Josefinas. As crianças e adolescentes atendidos pela Casa do Povo realizaram uma apresentação teatral sobre o desejo de São Francisco em pregar para os sarracenos. A fé, mansidão e paciência do glorioso Santo conquistaram os mulçumanos, que de inimigos tornaram-se amigos, de rivais, a parceiros. Séculos depois, essas mesmas virtudes atraem diferentes culturas e pensamentos ao Sertão do Ceará para celebrar a cultura do encontro, da graça batismal.

Sala da Imprensa Thiago Ribeiro / Fotos: Jander Silva

Compartilhe

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter

Leia Também